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27 de novembro de 2011

Seres vulneráveis

Senta. Não há mais nada o que fazer quanto impedi-lo ou não de entrar, ele já entrou em seu corpo. Junto, um ranger ardido e doce de quem perde a puridade, a sanidade, a castidade. É doce, e bom, mas arde o céu dos olhos. Vai e volta, faz uma curva perigosa e some na linha da estrada. Será que um dia volta? Seu ardor toca a nuca do outro que corre, corre e corre sem direção na procura de qualquer lugar mais quente, mas não tão quente quanto este que seus olhos ardentes lhe oferecem.

Foi com estes olhos de "cigana oblíqua e dissimulada" que ele foi se embrenhando na loucura, de um medo inefável que lhe atordoou a alma, a vida. O tempo todo não quisera nada mais que uma simples extensão do corpo momentânea, momentânea e espontânea. Sem continuidade. Mas ele entrou, sem querer entrar...

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